terça-feira, 31 de maio de 2011

Mudança de horário e local

A reunião (Comissão de Negociação /Governo) que aconteceria na tarde do dia 31 de maio às 15 horas na SAD (Porto Digital) foi remarcada para às 19 horas na Secretaria de Planejamento (rua da Aurora). Uma tentativa do governo para desmobilizar o ato público marcado para mesmo horário e local.
Abraço,

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Copa e as Escolas





Enquanto o município de São Lourenço da Copa (da Mata) gastará 750 milhões em obras para atender as exigências da Copa de 2014 e, o governo de Pernambuco desperdiçará 4 milhões com a vinda do Real Madri (time mais caro do mundo) para um temporada em Recife, alunos das escolas públicas da rede estadual fazem malabarismo para poder estudar. Como se não bastasse o ambiente familiar normalmente marcado por precárias condições de vida (casas pequenas, famílias numerosas, poucas acomodações para dormir, desemprego, má alimentação entre outras coisas) estes, precisam carregar na cabeça cadeiras que não estejam quebradas de um lado à outro dentro da escola para poder sentar e fazer registros das atividades. Quando a busca torna-se inútil, estes, utilizam cadeiras (de plástico) da sala dos professores, ou sentam-se em bancas quebradas e desconfortáveis apoiando caderno e livros sobre as pernas.
Birôs também estão virando peças em extinção nas escolas da rede estadual em Pernambuco.

Calendário de mobilizações

31 de maio às 15h reunião (comissão e governo) na Secretaria de Administração (Porto Digital/ antigo Bandepe) local em que, os trabalhadores em educação farão ato de protesto.

02 de junho Assembleia às 9h no Teatro Boa Vista.

03 de junho Paralisação dos Servidores Estaduais.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Assembleia do dia 25

Assembleia Sintepe (25/05)sem grandes novidades. Os que não conheciam, passaram a conhecer as propostas apresentadas na última reunião de "negociação (governo/comissão), para o restante, restava a expectativa de que, algo novo pudesse ser acréscido ao que já sabiam. Auditório lotado com era esperado, mas infelizmente sem boas notícias para o público presente, aliás, partindo desse governo certamente não teremos boas notícias nunca, principalmente no que se refere à questão salarial. Pela 'frieza'como os números são colocados na mesa de negociação pelo Secretário de Administração, é visível a indisposição do governo em querer promover melhorias salariais para nossa categoria. Todo malabarismo é feito, contato que não ultrapasse os valores permitidos para 'gastar' com a educação. Tudo muito contraditório. Lembram o recado que o Secretário de Educação trouxe para a categoria no último debate no Sintepe? Falou o secretário: Conversei por telefone com o Secretário de Administração e ele "disse que, os professores continuassem ministrando boas aulas que o governo está estudando um reajuste satisfatório para os professores, e que o Piso é Lei não há o que discutir". Continuamos trabalhando, ministrando nossas aulas com os poucos recursos pedagógicos disponíveis na rede, em escolas precárias e recebendo o pior salário. Por anda a valorização profissional? É o senhor Ricardo Dantas (SAD) quem dirá, é ele o homem dos números, é o auditor fiscal que tabelará "nosso valor". É este cidadão que, acreditando que trabalhamos pouco, pensou em nos premiar se passarmos a 'produzir' mais.
Midiático e maquiavélico o governo é perito em minar as forças da categoria. Após perdas irreversíveis com a greve passada, e sabendo que Eduardo Campos cortou a contribuição em folha do PMs, os trabalhadores em educação sequer aprovaram a proposta de estado de greve apresentada pelo companheiro Mariano. Além disso, ainda temos nosso sindicato que considera irresponsável qualquer proposta que contrarie às suas intenções. Falou-se em temer que o governo 'zerasse" as "negociações" caso a proposta (estado de greve) fosse aprovada.
Sem comentários.
Dia 31 de maio às 15h está agendada mais uma reunião na Secretaria de Administração (Porto Digital/ antigo Bandepe) local em que, os trabalhadores em educação farão ato de protesto.
02 de junho Assembleia às 9h no Teatro Boa Vista.
03 de junho Paralisação dos Servidores Estaduais.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Comissão e governo

A contra proposta apresentada pelo governo, é uma reafirmação da falta de vontade política em promover melhoras salariais para os trabalhadores em educação. O secretário de Administração (Ricardo Dantas) apresentou poucas alterações à proposta de ontem. Permanece a intenção de pagar o retroativo apenas para os que recebem abaixo do valor do Piso e, em novembro seria acrescido 5% para o nível superior. Administrativos, técnicos, psicólogos, etc., teriam salários reajustados em 4% a partir de setembro igualmente ao conjunto de servidores.
Rebatento mais uma vez a proposta em mesa, a comissão propôs pagamento do Piso (Médio e Superior) em junho, o retroativo para todos à ser pago a partir de julho até outubro respeitando-se a ordem das faixas salariais (I, II, III. IV) e, em novembro, o acréscimo de 5% para nível superior. A proposta apresentada ficou mais uma vez de ser analisada pelo governo. Nada foi fechado no encontro de hoje, a proprosta será apresentada detalhadamente na Assembleia do dia 25 e, segunda feira (30/05) haverá nova reunião com o governo à tarde, o horário ainda não foi definido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que foi a reunião com o governo

Teve início hoje(23/05/11) às 11:4o'a segunda rodada de 'negociação'. Como era esperado a proposta apresentada pelo governo em nada atende as expectativas dos trabalhadores em educação. De acordo com o secretário de Administração (Ricardo Dantas), o Piso seria pago em julho e não mais em junho na data base da categoria, além disso o retroativo prometido contemplaria apenas os que recebem abaixo do valor estabelecido para o Piso. A gratificação de incentivo a permanência em sala de aula, viriam em forma de bonificação para os professores (só para estes, e não para toda escola) da unidade que cumprisse metas, coisa semelhante aos bônus atual, porém, a escola não precisaria atingir 50% ou 100% das metas mas, uma vez apresentando um determinado percentual obrigatoriamente teria que aumentar a 'produtividade' para garantir o prêmio ano seguinte. Na verdade quando o ítem C.13 foi colocado na Pauta de Reivindicação e, votado no Congresso de Educação, buscava-se resgatar o famoso 'pó de giz', ou melhor, a extinta gratificação do magistério, uma gratificação permanente e não um prêmio oferecido para alguns em apenas um mês ao ano. Recusando a proposta, a comissão propôs o pagamento do Piso para todos os professores em junho e, com retroativo para os que recebem valor inferior ao Piso os outros, seriam contemplados com o retroativo ao longo dos meses (julho, agosto,setembro, outubro), e também o montante que seria aplicado no bônus , deveria ser utilizado para melhorar a diferença entre o nível Médio e o Superior.
A proposta será avaliada (pensa-se) e dia 24 de maio às quatorze horas a comissão volta a reunir-se como o governo. O secretário de educação Anderson Gomes estava presente ao encontro mas, nada acrescentou sobre as questões financeiras apresentadas.
Ah! ía esquecendo, o secretário Ricardo Dantas acredita que o Piso representa um 'aumento considerável'.
É assim que se faz educação Pernambuco. Este é o reajuste satisfatório que o secretário de Educação garantiu que seria dado aos trabalhadores em educação. Essa política mesquinha calcada em baixos salários e desrespeito aos servidores é chamada de 'valorização profissional'.

domingo, 22 de maio de 2011

Reunião com a Comissão

A comissão de negociação foi chamada pelo governo para um reunião amanhã (23/05/11) às 11 horas na Secretaria de Administração (Porto Digital).
Estaremos lá para escutar, ou melhor oficializar o que todos já sabem. Certamente virá a indecente proposta de reajuste de 4% e alguns atendimentos da pauta de reivindicação. Coisas 'miúdas', claro que importantes, mas, por constarem na pauta servirão de pretexto para que cinicamente o governador utilize-se das diversas mídias para jogar para à sociedade que atendeu vários ítens da pauta. A exemplo, podemos citar os ítens B.1 (assegurar banda larga à todos os trabalhadores em educação), B.10, que trata da reformulação dos diários, B.13, promover discussão sobre a questão da indisciplina e, como este governo super valoriza bonificações, é possível que atenda ao ítem C.13 que cria gratificação de incentivo a permanência em sala de aula. Por sinal, esse ítem foi comentado pelo secretário de Administração em reunião passada e, se é um assunto considerado simpático ao governo, certamente será danoso para nossa categoria uma vez que, haverá corrida de imediato para sala de aulas de profissionais doentes considerados inaptos para o exercício da profissão mas, que precisam da gratificação para poder pagar as contas.

Contra Alexandre Garcia e as concepções elitistas

Fiquei horrorizado com um texto de Alexandre Garcia sobre a polêmica do livro didático e decidi mandar um texto da Revista Fórum:

O livro que ensina a falar errado. O que deveria ser saudado em um livro que não humilha os falantes mais pobres, porque não os desqualifica, mas antes, como uma ressalva, lembra que “a sua fala não é errada, ela possui um valor, virou uma prova da mais alta incompetência do MEC.
Por Urariano Motta [19.05.2011 10h50]

Nesta semana, o “Bom Dia Brasil”, nome do telejornal que desconhece o vocativo, abriu espaço para uma aula magna de Alexandre Garcia. Em breve editorial, Alexandre fulminou o livro “Por uma vida melhor”. Entre outras sábias reflexões, assim falou Garcia:
-Pois, ironicamente, esse livro se chama ‘Por uma vida melhor’. Se fosse apenas uma polêmica linguística, tudo bem, mas faz parte do currículo de quase meio milhão de alunos. E é abonado pelo Ministério da Educação. Na moda do politicamente correto, defende o endosso ao falar errado para evitar o preconceito linguístico. Aboliu-se o mérito e agora se aprova a frase errada para não constranger.

A isso o professor Sérgio Nogueira apareceu como convidado. Mas antes, de modo espontâneo, o apresentador lhe levantou a bola: - Isso (esse livro) é o início do fim da gramática?

Ao que pontificou o mestre:
- O fim da gramática já vem sendo feito há um bom tempo por essa nova linha do ensino, na chamada linguística moderna, em que o certo e o errado é abandonado... vocês pagariam pra uma escola em que seu filho vai continuar falando a língua que ele não precisa, que pode aprender sozinho?

Ao que aterrorizou melhor o apresentador:
- A língua é um traço de união nacional. Ela estaria ameaçada?

No que concordou o brilhante professor:
- Neste caso, sim, porque é diferente você respeitar as variantes regionais, as variantes sociais, e não conhecer uma língua geral, uma língua padrão. Por sinal, é nosso trabalho constante na Rede Globo, que é conseguir essa linguagem, como no caso do Bom Dia, que atinge o Sul e o Norte, Leste e Oeste. Hoje o gaúcho da fronteira se comunica com o sertanejo.

“Graças ao ótimo trabalho de lingüística da Rede Globo”, nem precisou o mestre completar. Que coisa... As letras de um artigo não enrubescem de vergonha. Nem cabe, na medida deste espaço, mostrar o serviço danoso que as telenovelas da Globo têm feito contra a riqueza da fala nacional. Mas cabem 2 ou 3 coisas sobre o livro condenado.

Ele, o maldito que rompe a unidade e pureza da língua, não prestigia o “falar errado”, nem ensina a fala errada. Em um capítulo, em apenas um, o malvado chama a atenção para formas à margem da norma culta. Mas alerta que as falas têm o seu lugar, adequação diferente, em momentos solenes, na escrita ou dentro de casa. Escândalo.

O que deveria ser saudado em um livro que não humilha os falantes maispobres, porque não os desqualifica, mas antes, como uma ressalva, lembra que “a sua fala não é errada, ela possui um valor. Apenas tomem cuidado, porque em determinadas ocasiões essa variante faz da pessoa alguém menor”, virou uma prova da mais alta incompetência do MEC. É como se não houvesse estudos científicos da língua nas universidades, é como se os frutos dessa pesquisa não pudessem voltar a quem de direito.

Em toda a mídia, falaram entre naftalinas ou com o mais simples cheiro de mofo. Contra o livro se levantou uma guerra, um embate político e ideológico que faz a gente lembrar a difamação sofrida por Darwin, com um rabo até hoje porque teria dito que o homem descende do macaco. Ou como lhe perguntou um conservador no século XIX: “o senhor vem de um símio por parte de pai ou de mãe?”.Ou como afirmam os conservadores destes dias: “Aboliu-se o mérito e agora aprova-se a frase errada. Livro aprovado pelo MEC é uma inversão de valores”. Pois o governo agora ensina que nós vai tá bão.

No entanto, a palmatória que se levanta nem precisava ir tão longe: na própria imprensa se cometem todos os dias autênticas aberrações na ortografia, na sintaxe e no sentido das palavras. Há um novo léxico de novo-rico. Os apresentadores de telejornais falam récorde, em lugar de recorde, e nessa pronúncia nem são ingleses nem brasileiros. Os nomes franceses procuram ser pronunciados à francesa, e a comédia resultante disso é constrangedora. Não faz muito, criou-se um deus nos acuda porque Dilma virou presidentA. Não, ensinaram os doutos que não leem dicionários, ela é presidentE. (Muito contra a nossa vontade, queriam dizer.)

Por que nunca levantaram a voz contra Manuel Bandeira?
“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil”

Por que não impediram jamais a divulgação de versos tão sacrílegos?
Ah, Manuel Bandeira dominava a língua culta. Quem domina, pode. Quem não domina, se pode, para não falar rima menos pura.

Publicado por Direto da Redação.
http://www.flickr.com/photos/vfranulovic/.

(Enviado pelo professor André Luis G.Pereira)

Semana agitada: A guerreira Amanda Gurgel, a vergonha de Pernambuco e a propaganda mentirosa do PSB

Nos últimos dias a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, virou destaque nacional por seu bravo e extraordinário discurso denunciado algo que é público e notório: a degradação profissional dos educadores brasileiros, desprestigiados e desvalorizados pelos governos. 

Durante esta semana também foi destaque no mais importante telejornal brasileiro o fato de que Pernambuco é o estado que possui a pior média salarial do Brasil, ou seja, nosso vergonhoso status de PIOR SALÁRIO DO BRASIL voltou a ser ressaltado. Por aqui, a repercussão sobre isso foi praticamente nula e a mídia local fingiu que não viu nada, pois não é novidade e, logo, não é coisa interessante para ser destacada. 

Ainda nesta última semana o governador fez caras e bocas em horário destinado à propaganda partidária em âmbito nacional. A ficção publicitária veiculada pelo PSB anunciou que o partido tem promovido uma grande transformação nos estados e municípios que governa. Mas isso é puro ilusionismo. Nenhum governo e nenhum partido pode ousar a falar em transformação quando relega a educação ao estágio de penúria. Nenhum governo ou partido pode ser inovador quando perpetua o costumeiro descaso com a educação. E nisso o PSB não é diferente! Os discursos que saem das bocas dos líderes "socialistas" não correspondem ao que é visto em seus governos.

As "eficientes" gestões estaduais do PSB precisam justificar como conseguem o marcante fenômeno de fazer com que os estados sob os seus comandos formem, em conjunto, as unidades da Federação que pagam os piores salários do Brasil para professores. Esta realidade também é conhecida pela  professora Amanda Gurgel, pois o Rio Grande do Norte também tem o "privilégio" de ser governado pelo PSB!

Reportagem da GloboNews sobre a professora Amanda Gurgel, que virou destaque na internet por expor problemas na educação

Entrevista: Professora Amanda Gurgel

Balanço da blitz da educação mostra acertos e desafios das escolas

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pernambuco passa nova vergonha em rede nacional - O PIOR SALÁRIO DO BRASIL!!!!



Destaque em reportagem exibida no Jornal Nacional, média salarial de professores em Pernambuco é indicada como a mais baixa. Isso não é novidade, mas é sempre importante ressaltar as vezes em que tal condição é apontada nacionalmente, para que se tenha em perspectiva que muito do que se apresenta como propaganda governista não passa de enganação. 

Profª Amanda Gurgel - Uma Aula de Cidadania aos Deputados Potiguares


Alguém poderia esclarecer por que ninguém na direção do SINTEPE faz este tipo de avaliação? A propósito, o SINTEPE ainda existe?

terça-feira, 17 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Professores brasileiros enfrentam o desprestígio da profissão

"Negociação" com o Governo

Com a presença do Secretário de Administração (Ricardo Dantas) do Secretário de Educação (Anderson Gomes) e a Comissão, aconteceu dia 11 às 8 horas a primeira rodada de negociação com o governo do Estado. Porém, para decepção geral, nada de novo foi acrescentado, o governo ainda "não sabe" como distribuir os R$ 71.053 milhões que cabem à Educação. Proposta alguma foi apresentada, falou-se na intenção de enxugar mais uma vez no Plano de Cargos e Carreiras, (para piorar o que já está ruim), ou, conceder progressões pontuais para os servidores que recebem P.I.R ou seja, para àqueles que, com a mexida no Plano passaram a receber complementação para não haver redução salarial. Mostrou-se muitos números ,muitos investimentos governamentais, muita propaganda e, nenhuma intenção em resolver as questões financeiras da Pauta de Reivindicação da Categoria. Quando a comissão colocou a contradição do crescimento econômico do Estado que tem um Produto Interno Bruto superando a média nacional e, paga o pior salário ao professor, o secretário de Administração rebateu dizendo que, " Pernambuco tem fama de rico mas, a receita é de pobre" . Ora, então o que dizer da propaganda alardeada pelo governo em diferentes mídias? Para onde mesmo caminha o crescimento econômico do Estado?
E ainda, para matar qualquer esperança na perspectiva de melhoria salarial,o secretário acrescentou: "2009 foi um ano de crise, 2011 é um ano de restrição, é um ano duro". Lembrem-se que,a crise de 2009 serviu de alegação para que o governo decretasse reajuste zero para o conjunto dos servidores.
Com o secretário Anderson Gomes, discutiu-se pontos da Pauta como por exemplo a questão dos contratos temporários e a chamada imediata dos aprovados no último concurso, restauração da infra estrutura das escolas( parte elétrica, rede de esgoto, abastecimento d'água, cozinha, etc.), falta de mobiliário novos nas escolas, diários de classe, eleições diretas para gestores das unidades de ensino, entre outros. Segundo o secretário Anderson Gomes, muita coisa deixa de ser resolvida no âmbito escolar porque não chega ao conhecimento da Secretaria, disse que, muitos diretores por questões diversas, omitem os problemas da escola e não enviam ofícios fazendo as devidas solicitações. Afirmou que, certas coisas só toma conhecimento quando surge na imprensa. Adiantou que foram compradas 70 mil cadeiras e que, esta semana 4 mil deverão chegar às escolas. Sem nada definido, e, sem nova reunião agendada, concluiu-se o primeiro capítulo da "rodada de negociação" com o governo do Estado. Fica a Comissão no aguardo para o próximo chamado.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Alexandre Garcia fala sobre corrupção na merenda escolar

Quem quer ser professor?

Curioso ver matérias jornalísticas que recorrem à opinião do sr. Mozart Neves Ramos, que apresenta seus argumentos tão cheios de reflexões que acabam iludindo a opinião de quem ouve. Mas cabe registrar que ele foi secretário de educação em Pernambuco durante o governo Jarbas Vasconcelos e que sua atuação na pasta não representou nenhum avanço para a educação pernambucana e, ao contrário disso, ele até deu sua cota de colaboração para que o estado atingisse o patamar mais baixo em qualidade de ensino e remuneração de professores no Brasil.

Mas, apesar dele, vale a pena assistir aos vídeos abaixo. 







Merenda escolar e corrupção

Escolas públicas têm merenda estragada e ratos na cozinha from pauloalx on Vimeo.

sábado, 7 de maio de 2011

Notícia nada boa

Pessoal, ao sair da reunião da Mesa Geral de Negociação com o governo (06/05) Heleno Araújo presidente Sintepe, foi à plenária da Assepe passar alguns informes. Segundo ele, o governo do estado utilizará a mesma metodologia aplicada em 2007 para reajustar os servidores estaduais. Ou, seja pega-se um montante X e divide-se o 'bolo' com as diversas categorias. O Estado dispõe de R$ 211 milhões, destes, R$ 71.053 milhões será destinado a Educação. De acordo com cálculos feitos pelo sindicato este valor representa R$ 5.37 milhões/mês, e para pagar o Piso e demais pendências com a categoria o governo teria que desembolsar em torno de R$ 28 à 34 milhões/mês. Por aí dá para ter uma idéia da merreca que sobrará para os trabalhadores em educação. Na pauta de reivindicação, os ítens (C1) aumento do valor do vale refeição de R$ 154 para 345,40 e
(C 11) pagamento do vale transporte em pecúnia receberam um belíssimo NÃO do governo.
Nada acrescentou sobre a forma de pagamento do Piso. Terça-feira à tarde(14:30') haverá reunião da Comissão de Negociação (mesa específica) e governo. Vamos aguardar e ver no que vai dar. Sem definição alguma do PCC até agora, já dá para prever o final desse capítulo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Plenária Assepe/Sassepe

Ao sair de uma reunião da Assepe/Sassepe sentimo-nos adoentados. É absurdo o que escutamos nesses encontros.
Um sistema de sáude quase privatizado uma vez que, entramos com 72% de contribuição enquanto, o governo com apenas 28%, além disso, cobrados nas duas matrículas (coisa defendida pela Assepe) não nos atende de forma adequada. Continuamos sem urgência oftalmológica, dermatológica, odontológica e outras em finais de semana, clínicas são fechadas sem que sejamos informados, temos dificuldades em marcar consultas realizar e autorizar exames entre outras coisas. Várias clínicas e laboratórios se descrendenciaram do Sassepe, reclamam do baixo valor pago pela tabela e do não recebimentos do pagamento pelos serviços prestados. O governo recolhe nossa contribuição e não repassa à rede credenciada. Para se ter uma idéia da gravidade da questão, companheiros do interior ao apresentarem relatórios feitos nas regionais denunciaram fatos que, causam-nos indignação, em Petrolina por exemplo o único hospital que prestava serviços ao Sassepe deixou de atender, assim, os servidores recorrem ao atendimento no hospital Pró-Matre no estado da Bahia ou, deslocam-se para Recife. Várias queixas foram direcionadas quanto ao mau funcionamento e fechamento de agências regionais. Uma companheira da Mata Norte denunciou o envolvimento de representantes políticos do governo que, colocados à dedo por este, para gerenciar agências, servem unicamente como cabo eleitorais, inclusive, utilizando-se dos serviços do HSE beneficiando pessoas (atendimento médico, exames e até cirurgia) não associadas ao Sassepe.
Atestando e consolidando o caráter mercadológico na saúde, assim, como na educação, o governo do estado cria a gratificação por desempenho no HSE (Hospital do Servidor do Estado/PE), os servidores são bonificados de acordo com o desempenho (leia-se produtividade)apresentado.
Quanto ao 0800 esperamos que, a empresa que vai operar o call center (MedAlliane) vencedora da licitação, traga-nos melhorias. A empresa tem 60 dias após a assinatura do contrato para começar a atuar. Que seja breve. Não suportamos mais a CRC.
Com um público de proximadamente 30 pessoas na reunião de hoje aprovou-se a realização de plenárias periódicas, fiscalização e prestação de serviços do Sassepe, organização de comissões de sáude por local de trabalho, realização de debates entre outras coisas.

* Assepe, instituição criada em 2002 é uma entidade representativa dos servidores. Também atua com fiscalizadora dos serviços da rede própria(Sassepe) e da credenciada.



SASSEPE VAI MUDAR.

[04/05/2011 17:43:25]

Os usuários do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado de Pernambuco (Sassepe) contarão com um novo aliado para marcação de consultas. O processo de licitação para a contratação da nova empresa que vai operar o serviço de call center por meio do 0800 foi finalizado no dia 27 de abril. As etapas do processo foram conduzidas pela Secretaria de Administração (SAD) com o apoio do Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco (IRH) e do Sassepe. O processo licitatório gerou uma economia para o Governo, já que o valor de referência previsto em edital era de R$ 5.424.435,00 e o preço final ofertado pelo vencedor foi de R$ 4.786.560,00.A previsão é que o novo serviço esteja em funcionamento em até dois meses – prazo estipulado em edital.



A empresa vencedora, a MedAlliance, já atua na área com enfoque na utilização de tecnologia de informação e telecomunicação para gestão de pacientes no Estado, a exemplo do Reciprev, Santa Clara e também em outros estados como a Unimed Belo Horizonte. Agora, ficará a cargo da empresa a realização dos serviços de call center também para os usuários do Sassepe em Pernambuco.



A MedAlliance preencheu todos os requisitos previstos no edital de licitação. O documento foi construído a partir das necessidades do próprio usuário da rede. Os critérios e exigências do edital buscam a otimização do serviço.



Para o presidente do IRH, Joaquim Filipe Lopes, a nova empresa terá como desafio proporcionar aos usuários prestação de serviços de qualidade e a reestruturação do atendimento ao usuário do sistema. “O nosso objetivo é que o servidor seja atendido de forma rápida e eficiente”, destaca.



Com o novo serviço em operação, além dos agendamentos de consultas habituais, o sistema de marcação (0800) vai disponibilizar uma central de aconselhamento médico telefônico – baseado em protocolos testados e aprovados pela comunidade científica, que orienta e sana dúvidas sobre problemas de saúde. A proposta é que em um único telefonema, o usuário possa falar com a central de aconselhamento médico telefônico, e ainda marcar sua consulta com o especialista desejado.

A meritocracia e o ilusionismo


Rodrigo Martins - Carta Capital

Sem reajuste salarial desde 2005 e descontentes com os critérios usados para o pagamento da chamada “bonificação por resultados”, professores das escolas técnicas (Etecs) e faculdades de tecnologia (Fatecs) do estado de São Paulo ameaçam entrar em greve nas próximas semanas (Clique aqui para ler a reportagem publicada na edição impressa de CartaCapital).
Uma das principais queixas foi a inclusão, em 2007, de critérios de produtividade para a concessão do benefício aos docentes. Quem aprova mais alunos, recebe um bônus maior. Especialista em avaliação, Luiz Carlos Freitas, professor de Educação da Unicamp, afirma que o modelo gera corrupção no sistema. Confira a entrevista concedida a CartaCapital.
CartaCapital: Como o senhor avalia essa política de bonificação instituída na rede pública paulista?

Luiz Carlos de Freitas: A ideia da bonificação é importada da iniciativa privada. Os reformadores empresariais da educação acreditam que a educação é uma atividade como qualquer outra, passível de ser administrada pelos critérios da iniciativa privada, ou seja, a escola é vista como se fosse igual a uma pequena empresa. Para este pensamento, o problema educacional se resolve com um choque de gestão. Uma empresa vai bem quando os lucros aumentam, e na escola, o equivalente aos lucros são os resultados dos testes. Se eles aumentam, então a escola vai bem, logo seus profissionais merecem um bonus, se as notas não aumentam, então alguém tem que ser responsabilizado, ou seja, demitido – tal como s e fosse uma fábrica de sapatos. Ocorre que não há intercambiabilidade entre a área dos negócios e a área da educação. São lógicas diferentes. No mercado há ganhadores e perdedores e os ganhadores não têm que se preocupar com os perdedores. A educação é um direito de todos e temos que nos responsabilizar pelo avanço de todos. São lógicas incompatíveis. Os testes ganham então uma relevância extraordinária. Há, entretanto, um princípio antigo, de Campbell, que diz que quanto mais um indicador social é usado para controle, mais ele distorce e corrompe o processo social que ele tenta monitorar.

CC: Por que o senhor acredita que o sistema de bonificação por resultados, como o implantado em São Paulo, gera corrupção no interior das redes de ensino?

LCF: Há muitos exemplos que comprovam isso. Recentemente, Beverly Hall, Superintendente do sistema educacional de Atlanta nos EUA foi demitida do seu cargo em função de que uma investigação governamental encontrou fraude na avaliação de 58 escolas públicas de Atlanta. Na Cidade de Nova York, John Klein deixou o cargo de Superintendente depois que em junho do ano passado a bolha de desempenho da cidade de Nova York explodiu mostrando que as altas notas que os alunos estavam tirando nas escolas estavam infladas.Cathleen Black, que o sucedeu, vindo de um posto bem sucedido na iniciativa privada (Hearst Magazines) conseguiu ficar apenas três meses no cargo e foi demitida no começo de abril. Black não conseguiu administrar o sistema de educação da cidade de Nova York pois não dominava o mundo educacional, apenas era uma gestora bem sucedida no campo da iniciativa privada. Entre suas gafes está sua recomendação de que as sala de aulas superlotadas de alunos poderiam ser mudadas se houvesse mais controle de natalidade. Isso tudo mostra que entre o mundo dos negócios e o mundo da educação há uma grande distância. A escola não é uma pequena empresa.

CC: O sindicato dos professores do ensino técnico afirma que a bonificação tem sido usada como desculpa para a falta de reajustes salariais nos últimos anos e que o sistema leva em conta critérios que não dependem só do docente, como evasão escolar e aprovação dos alunos. Essas críticas procedem?

LCF: Procedem. Em geral, todos admitem que mais de 50% das variáveis que explicam o bom rendimento do aluno se deve a fatores que estão fora da escola. Entretanto, na hora de pensar nas soluções para aumentar o rendimento dos alunos isto é esquecido e se pensa exclusivamente em termos de variáveis intraescolares, em especial o papel do professor. Isso leva à tentação de aumentar o salário somente para aqueles professores que possam ser associados à melhoria do rendimento de seus alunos, medido em testes, e demitir aqueles que não são associados à melhoria do rendimento do aluno. Por isso, os defensores destas políticas são contra o aumento salarial para todos e são igualmente contra a estabilidade do emprego do professor, pois precisam ameaçar com a demissão ou com o não pagamento de bônus .

CC: Ao incluir como critério do bônus a “produtividade”, isto é, o número de alunos aprovados em relação ao total de matrículas, isso não provoca distorções na avaliação dos alunos?

LCF: A prática diz que sim, como relatei acima no caso de Atlanta nos EUA. Mesmo no caso do Estado de São Paulo, com a aplicação da avaliação do SARESP para rede regular de ensino, esta interferência da avaliação tem sido detectada. Há ainda a questão do aumento de simulados no interior das redes que acaba por tomar tempo precioso da aprendizagem dos alunos que acaba sendo substituido por treino para as provas. Aprendizagem é algo diferente de ser treinado para se sair bem em testes. É corrente nos Estados Unidos o fato de que há estados que rebaixam as exigências nos testes locais para que seus alunos possam se sair bem e então acessarem verbas federais.

CC: No Brasil, há experiências de escolas charter (administradas pela iniciativa privada) no sistema público? De que forma esse tipo de iniciativa está associada à política de bonificação e quais são os riscos dessa aposta?

LCF: No Brasil a experiência mais próxima deste conceito foi feita em Recife, Pernambuco, no ensino médio, embora tenha sido interrompida. Não há uma avaliação independente dos resultados desta experiência. A única avaliação foi feita por uma agência que atua na própria divulgação da ideia o que torna a avaliação suspeita. As avaliações feitas nos Estados Unidos sobre as escolas charters não são alentadoras. No caso americano, quando as escolas não conseguem fazer com que seus alunos melhorem nos testes, elas podem ser fechadas e transferidas à iniciativa privada por meio de contrato de gestão (escolas charters), em um processo que está previsto em sua lei de responsabilidade educacional. Tal lei, aprovada em 2001, previa que em 2014 todas as escolas americanas deveriam ter seus alunos na categoria de “proficientes” em leitura e matemática. Há um mês o Ministro de Educação americano afirmou que 80% das escolas dos EUA não estarão em condições de cumprir esta meta. Ou seja, a lei serviu unicamente para promover a privatização do sistema público de educação americano, destruindo-o com a implantação de escolas administradas por contrato de gestão. Antes destas medidas, os EUA estavam na média do PISA – o programa de avaliação de estudantes da OCDE – e depois destas medidas, no PISA de 2009, o país continua na média.

CC: Que lição fica para o Brasil?

LCF: As escolas charter não levaram os americanos a uma melhor posição educacional. Nos testes nacionais igualmente não houve melhora e há quem diga que até piorou. Portanto, estas ações que são no Brasil alardeadas pelos reformadores empresariais como o Movimento todos pela Educação e o Movimento Parceiros da Educação não se mostraram com condições de melhorar a educação no país que mais fez uso destas medidas. Por que devemos acreditar que fariam diferença no Brasil? Aliás, o Brasil vem melhorando no PISA sem ter que recorrer a tais medidas.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CNE aprova diretrizes que flexibilizam ensino médio

Cada sistema de ensino ou escola poderá montar disciplinas conforme o interesse da escola, com ênfases variadas


Por Cinthia Rodrigues, iG São Paulo 04/05/2011 18:19

Compartilhar: O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta quarta novas diretrizes para o ensino médio. A resolução vai dar liberdade a escolas e sistemas de ensino para que montem a grade curricular mais interessante aos alunos com ênfase em trabalho, ciência e tecnologia e cultura. Emendas serão feitas ao texto original, mas segundo a assessoria do órgão elas apenas esclarecem pontos e não alteram o conteúdo.

A expectativa é que as novas diretrizes criem diversidade de projetos que atraiam os jovens em instituições públicas e privadas. Uma escola pode ter um projeto político pedagógico que enfatiza música, outra física, outra comunicação e o que mais a equipe achar que a comunidade precisa. “Cada escola ou sistema está liberado para dar mais tempo a uma ou outra área sem se prender a cargas horárias. Tem que ensinar matemática, português e outros conteúdos sim, mas pode ser dentro de um projeto sobre o que for melhor para a comunidade, pode ser uma hora ou 200 horas”, explicou o relator da proposta, José Fernandes de Lima. O texto segue agora para homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad e deve ser publicado em algumas semanas.

A flexibilização é uma proposta do conselho debatida há 8 meses e que sugere aprendizado por projetos e uma divisão menos rigorosa de disciplinas. Os Estados – responsáveis por 90% das matrículas nesta etapa – já haviam aprovado o projeto apresentado em janeiro. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma, disse que é “muito favorável” ao agrupamento de disciplinas.


O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados conclui os estudos e 10% aprende o que seria o mínimo adequado segundo as expectativas vigentes.

Aprovadas as diretrizes, novas expectativas de aprendizagem devem ser produzidas menos baseadas em conteúdos muito específicos. Será promovido um debate em todos os Estados para formular quais devem ser as bases mínimas esperadas.

As enchentes e o povo


Fotos: Maria Albênia
Palmares (18/07/2010, um
mês após a enchente)

Municípios (Barreiros ,Água Preta,Palmares, Vitória de Santo Antão e outros)vítimas do desordenamento urbano voltam a sofrer com as enchentes. Estes, sequer conseguiram reestruturarem-se por completo. A única coisa que, de imediato foi providenciado foram os títulos dos eleitores (2010), pois, os(as) cidadãos(ãs) precisavam exercer a cidadania através do voto. Enquanto isso, o governo Eduardo Campos (PSB/PE) alardeia o crescimento econômico em Suape e os trabalhos (retardados) para a Copa de 2014. Só em São Lourenço da Mata serão investidos inicialmente 510 milhões de contos de réis. E é bom lembrar que, a limpeza urbana já começou. A população pobre ribeirinha e os mendigos que perambulam pela cidade estão sendo "aconselhados" a buscarem abrigos em outros locais.

Recife e outros municípios da zona Metropolitana também enfrentam dias caóticos. Escolas deixam de funcionar, atendimento médico-hospitalar interrompido, carros quebrados em meio às avenidas, morte e desalojamento de pessoas devido a casas invadidas pelas águas e/ou por desmoronamento das encostas de morro...E ainda, o povo e as águas acabam sendo responsabilizados pelas tragédias.

E viva o país do carnaval e do futebol. E viva 2014!

Se sobrevivermos até lá.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Autoridades discutem a violência nas escolas em audiência no Senado

Senado aumenta carga horária de 800 horas para 960 horas nos ensinos infantil, fundamental e médio

A Comissão de Educação do Senado aprovou, hoje (3), projeto de lei que aumenta de 800 para 960 horas anuais a carga horária mínima para os ensinos infantil, fundamental e médio. Como foi aprovado em caráter terminativo, a matéria segue, agora, à apreciação da Câmara dos Deputados. Essas 960 horas, pelo projeto, serão distribuídas pelo período de 200 dias do ano letivo, excluindo os dias destinados aos exames finais, quando houver.
Emenda incluída pelo relator do projeto, deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), determinou que as mudanças no calendário escolar só entrarão em vigor dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial da União. Ou seja, se a lei for aprovada pelo Senado e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff ainda este ano, a nova carga horária só entraria em vigor em 1º de janeiro de 2013.
Também foi aprovado pela comissão, em caráter terminativo, o projeto de lei que aumenta de 75% para 80% a frequência mínima para a aprovação de estudantes no ensino fundamental. A proposta esclarece que, no caso de afastamento do estudante da sala de aula por motivo de saúde, o atestado médico apresentado garantirá o direito de fazer provas em segunda chamada, "mas não abona as faltas que lhe foram imputadas".

domingo, 1 de maio de 2011

TRIBUTO AOS MÁRTIRES DE CHICAGO - A verdadeira história do primeiro de maio


por José Ricardo de Souza*

No dia 1º de maio de 1886 a cidade norte-americana de Chicago amanheceu praticamente vazia. Nada de pessoas transitando, nem de bondes circulando, tudo estava no mais absoluto marasmo. Aos poucos, pequenos grupos de operários começaram a se dirigir para o centro, juntando-se a outros que também chegavam, começaram a formar uma grande multidão. Ao lado dos operários, vinham também suas esposas e seus filhos, e todos numa única voz clamavam: 8 horas de trabalho, 8 horas de repouso, 8 horas de educação. A massa operária era bastante heterogênea, em seu meio, havia vários imigrantes, de diversos países, gente empobrecida que veio tentar a sorte nos Estados Unidos.

As condições de trabalho naquela época eram as piores possíveis. As longas e exaustivas jornadas de trabalho ultrapassavam as oito horas diárias, chegando até a dez e em casos extremos doze horas por dia. As condições de trabalho também não eram das mais adequadas. Os locais de trabalho eram sujos, sem ventilação, nem banheiros. ara pagar menos, e lucrar mais, os donos das fábricas preferiam a mão-de-obra feminina e a mão-de-obra infantil, com crianças de 7 até 15 anos sendo duramente exploradas. Diante de tudo isto, não havia outra saída senão a greve.

Na verdade, não foi a primeira vez que os trabalhadores norte-americanos haviam se manifestado contra a exploração dos patrões. Em 1827, os pedreiros, vidraceiros e carpinteiros da cidade de Filadélfia fizeram a primeira greve dos Estados Unidos. Nos anos seguintes, outras greves surgiram, a maioria reivindicando a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. A Federação Americana de Trabalho (AFL) foi fundada em 1881, e em seu programa constava que "a jornada de oito horas aumentará o número de empregos e os salários, e criará condições para dar educação aos trabalhadores". No Congresso da AFL de 1884 ficou decidido a paralisação no 1º de maio de 1886.

Os acontecimentos do primeiro de maio se sucederam desta forma. No sábado, dia 1º, os trabalhadores realizaram uma passeata pela avenida Michigan, terminando com um comício na praça Haymarket. Apesar da presença da Guarda Nacional, a passeata termina de forma ordeira e pacífica. Na segunda, dia 3, policiais atiram contra operários concentrados à frente de uma fábrica, deixando um saldo de seis mortos, cinqüenta feridos e muitos presos. Na terça, dia 4, uma grande multidão se concentra na praça Haymarket para protestar contra a morte dos seus companheiros. Alguém desconhecido lança uma bomba contra os policiais. Foi o pretexto para a polícia revidar contra a multidão. Centenas de pessoas são assassinadas, entre elas, mulheres e crianças. O fato entrou para a história como "o Massacre de Haymarket".

As sedes dos jornais operários e dos sindicatos foram incendiadas. As prisões e espancamentos passaram a ser armas da repressão policial contra os grevistas. As manifestações de rua acabaram sendo terminantemente proibidas. Os líderes operários do movimento foram presos e responsabilizados pelas mortes dos trabalhadores ocorridas durante os protestos. Seus nomes merecem ser citados: August Spies, San Fielden, Oscar Neeb, Adolf Fischer, Michel Schwab, Louis Ling e George Engel. Em junho, começam os julgamentos, e então Albert Parsons, outro líder dos trabalhadores, se apresenta espontaneamente ao juiz para ser julgado com os outros companheiros. As testemunhas, obviamente ligadas aos patrões, usando da mentira, forjaram provas contra os acusados. O resultado não poderia ter sido outro senão a condenação dos principais líderes do movimento grevista. No dia 9 de outubro, o juiz pronuncia a sentença que condenava à morte, por enforcamento, Parsons, Spies, Lingg, Engel e Fischer; Fielden e Schwab foram condenados á prisão perpétua, e Neeb, a quinze anos de cadeia, o qual protestou, pedindo para ser também enforcado com os demais.

No dia 11 de novembro de 1886, por volta do meio-dia, Parsons, Spies, Engel e Fischer são executados na forca construída dentro da própria prisão para eles. Lingg, já não estava entre eles, havia se suicidado antes. A morte, ou melhor, assassinato dos líderes do primeiro de maio, provocou manifestações de trabalhadores em todo o país, inclusive em Chicago, quando aproximadamente 6000 pessoas carregaram os corpos de seus mártires pelas ruas. Após vários protestos e manifestações de repúdio, o governador de Illiois, Estado no qual se situa Chicago, resolveu anular a sentença que condenava os líderes operários. O feitiço virou contra o feiticeiro. Os juízes, os jurados e as testemunhas falsas foram acusados de infâmia pelo governador. Infelizmente, a vida dos nossos heróis, estes sim, heróis de verdade, do primeiro de maio, já havia sido tirada pelo poder opressor.

Assim nascia o primeiro de maio, dia internacional do trabalho, dia de luta. Não um dia para se comemorar, mas para manter viva a memória dos mártires de Chicago, pois graças a eles hoje podemos gozar de direitos nunca antes previstos.

* O autor é historiador, professor, escritor; membro da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista.

O PENSAMENTO DOS MÁRTIRES DE CHICAGO

a voz dos líderes trabalhistas assassinados em 1886

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo; o pão é a liberdade; a liberdade é o pão".
Albert Parsons

"Cremos que se acercam os tempos em que os explorados reclamarão os seus direitos aos exploradores (...). A luta em nossa opinião é inevitável".
Michel Schwab

"Sempre supus que tinha o direito de expressar as minhas idéias, como cidadão e como homem. Se isso é delito, sou então um delinqüente".
Oscar Neeb

"Por que razão se me acusa de assassino ? Pela mesma razão que me obrigou a abandonar a Alemanha: pela pobreza e pela miséria da classe trabalhadora".
George Engel

"Desprezo-vos; desprezo vossas ordem, vossas leis, vossa força, vossa autoridade. Enforcai-me!"
Louis Lingg

"Se a morte é a pena correlativa à nossa ardente paixão pela liberdade à espécie humana, eu digo bem alto: disponde de minha vida".
Adolf Fischer

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário (...), enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não podem apagá-lo".
August Spies

"Eu creio que chegará um tempo em que sobre as ruínas da corrupção se levantará a esplêndida manhã do mundo emancipado, livre de todas as maldades, de todos os monstruosos anacronismos de nossas épocas e de vossas caducas instituições".
San Fielden

Fonte: BOULOS JR, Alfredo 1º de maio O Trabalhador vai à Luta Coleção Construindo Nossa Memória Editora FTD